Por esse mundo fora (e nos dias de hoje quase que podíamos dizer por essa Internet fora) há inúmeros exemplos de homenagens ao Cinema, a arte da ilusão (como diriam os habitantes de Macondo) que muito nos faz sonhar com universos diferentes daquele onde vivemos. Foi num desses passeios pela Net, mais concretamente pelo YouTube, que me deparei com uma dessas homenagens: uma versão amadora de «Indiana Jones e os Salteadores da Arca Perdida», o clássico de Steven Spielberg que por sua vez já era uma homenagem aos filmes de aventuras que o levaram a apaixonar pela Sétima Arte em criança. A título pessoal esta homenagem toca-me particularmente pois este foi um dos filmes que mais me cativou nos anos de juventude e fez de Indiana Jones ainda hoje um dos meus heróis favoritos no Cinema. Daí ter achado curiosa esta versão do primeiro filme de Indy criada por três jovens fãs do filme na década de 1980. Segundo a nota de introdução ao vídeo, disponível na íntegra no YouTube, esta revisitação das primeiras aventuras de Indiana Jones foi feita ao longo de sete anos por três jovens do Mississipi chamados Chris Strompolos, Eric Zala e Jayson Lamb, que seguiram à risca o guião original do filme e filmaram-no plano a plano. O resultado final pode ser visto aqui.
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terça-feira, 2 de abril de 2013
Indiana Jones revisitado
Por esse mundo fora (e nos dias de hoje quase que podíamos dizer por essa Internet fora) há inúmeros exemplos de homenagens ao Cinema, a arte da ilusão (como diriam os habitantes de Macondo) que muito nos faz sonhar com universos diferentes daquele onde vivemos. Foi num desses passeios pela Net, mais concretamente pelo YouTube, que me deparei com uma dessas homenagens: uma versão amadora de «Indiana Jones e os Salteadores da Arca Perdida», o clássico de Steven Spielberg que por sua vez já era uma homenagem aos filmes de aventuras que o levaram a apaixonar pela Sétima Arte em criança. A título pessoal esta homenagem toca-me particularmente pois este foi um dos filmes que mais me cativou nos anos de juventude e fez de Indiana Jones ainda hoje um dos meus heróis favoritos no Cinema. Daí ter achado curiosa esta versão do primeiro filme de Indy criada por três jovens fãs do filme na década de 1980. Segundo a nota de introdução ao vídeo, disponível na íntegra no YouTube, esta revisitação das primeiras aventuras de Indiana Jones foi feita ao longo de sete anos por três jovens do Mississipi chamados Chris Strompolos, Eric Zala e Jayson Lamb, que seguiram à risca o guião original do filme e filmaram-no plano a plano. O resultado final pode ser visto aqui.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Lincoln, de Steven Spielberg (2012)
De vez em quando Steven Spielberg põe de parte o seu lado de contador de histórias para se focar na História com H grande. É o que acontece em «Lincoln», o seu mais recente filme, que este ano caiu nas boas graças da Academia e amealhou o maior número de nomeações para os Óscares. Nesta sua mais recente obra o realizador de «ET» adapta um livro sobre Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis), concentrando-se nos últimos quatro meses da vida daquele que foi um dos mais carismáticos presidentes dos EUA, para retratar dois episódios que ficaram para a História dos EUA: a assinatura da 13ª Emenda da Constituição, que previa a abolição da escravatura, e o fim da Guerra Civil, travada entre os estados do Norte e os secessionistas do Sul com base precisamente na questão da escravatura.
Curiosamente este não é o único filme a chegar à corrida pelas estatuetas douradas mais ambicionadas do ano (pelo menos em Hollywood) que aborda a escravatura. Quentin Tarantino também o fez em «Django Libertado» e com ele conquistou também um bom lote de nomeações. Mas o filme de Spielberg pouco ou nada tem a ver com o western de Tarantino, a começar pelo facto de ser um filme que se quer mais sério, bem longe do olhar mais lúdico sobre este tema, tão ao gosto da veia tarantinesca. E é isso que «Lincoln» é, sem tirar nem pôr. Um drama histórico, baseado em fortes interpretações, não só a de Day-Lewis, que uma vez mais consegue uma interpretação fenomenal, que nos convence mesmo que estamos perante Lincoln himself e não um actor a fazer de uma determinada personagem, mas também de um excelente cast secundário, onde se destaca Tommy Lee Jones, também ele numa das suas melhores interpretações e a merecer totalmente a nomeação que a Academia lhe deu (a quarta, terceira enquanto Melhor Actor Secundário).
Mas, se as interpretações e a reconstituição da época retratadas são os pontos fortes de «Lincoln», onde o novo filme de Spielberg acaba por perder pontos é numa das histórias paralelas. Os melhores momentos de «Lincoln» surgem curiosamente na parte onde o filme se poderia tornar um pastelão, daqueles de difícil digestão: as manobras de bastidores para tentar convencer os membros do Congresso a votarem favoravelmente a proposta do presidente antes que esta seja condenada, caso os estados secessionistas do Sul voltem a esse mesmo Congresso no final da Guerra Civil que está iminente com a assinatura de um tratado que irá colocar um ponto final ao conflito. Esta parte do filme é a que lhe dá força durante as duas horas e meia de duração.
Já o lado mais pessoal e familiar de Abraham Lincoln, que tem de lidar com uma esposa agarrada à morte de um dos filhos do casal e um outro filho que insiste em alistar-se no exército, mesmo contra o desejo dos pais, acaba por ser o elo mais fraco de «Lincoln». Não há interpretações de luxo (como a de Sally Field, por exemplo, mais uma excelente interpretação neste filme) que salvem esta parte do filme, mais maçuda e um pouco à margem de tudo o resto. Desta vez o olhar de Spielberg, que sempre se deu bem com as histórias de família, não resultou da melhor maneira. E «Lincoln» passou ao lado do grande filme que poderia ter sido, apesar de ser suficientemente bom para fazer esquecer o anterior «Cavalo de Guerra».
Classificação: 4/5
Curiosamente este não é o único filme a chegar à corrida pelas estatuetas douradas mais ambicionadas do ano (pelo menos em Hollywood) que aborda a escravatura. Quentin Tarantino também o fez em «Django Libertado» e com ele conquistou também um bom lote de nomeações. Mas o filme de Spielberg pouco ou nada tem a ver com o western de Tarantino, a começar pelo facto de ser um filme que se quer mais sério, bem longe do olhar mais lúdico sobre este tema, tão ao gosto da veia tarantinesca. E é isso que «Lincoln» é, sem tirar nem pôr. Um drama histórico, baseado em fortes interpretações, não só a de Day-Lewis, que uma vez mais consegue uma interpretação fenomenal, que nos convence mesmo que estamos perante Lincoln himself e não um actor a fazer de uma determinada personagem, mas também de um excelente cast secundário, onde se destaca Tommy Lee Jones, também ele numa das suas melhores interpretações e a merecer totalmente a nomeação que a Academia lhe deu (a quarta, terceira enquanto Melhor Actor Secundário).
Mas, se as interpretações e a reconstituição da época retratadas são os pontos fortes de «Lincoln», onde o novo filme de Spielberg acaba por perder pontos é numa das histórias paralelas. Os melhores momentos de «Lincoln» surgem curiosamente na parte onde o filme se poderia tornar um pastelão, daqueles de difícil digestão: as manobras de bastidores para tentar convencer os membros do Congresso a votarem favoravelmente a proposta do presidente antes que esta seja condenada, caso os estados secessionistas do Sul voltem a esse mesmo Congresso no final da Guerra Civil que está iminente com a assinatura de um tratado que irá colocar um ponto final ao conflito. Esta parte do filme é a que lhe dá força durante as duas horas e meia de duração.
Já o lado mais pessoal e familiar de Abraham Lincoln, que tem de lidar com uma esposa agarrada à morte de um dos filhos do casal e um outro filho que insiste em alistar-se no exército, mesmo contra o desejo dos pais, acaba por ser o elo mais fraco de «Lincoln». Não há interpretações de luxo (como a de Sally Field, por exemplo, mais uma excelente interpretação neste filme) que salvem esta parte do filme, mais maçuda e um pouco à margem de tudo o resto. Desta vez o olhar de Spielberg, que sempre se deu bem com as histórias de família, não resultou da melhor maneira. E «Lincoln» passou ao lado do grande filme que poderia ter sido, apesar de ser suficientemente bom para fazer esquecer o anterior «Cavalo de Guerra».
Classificação: 4/5
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
10 filmes: Infância
O objectivo desta rubrica é apresentar 10 filmes temáticos. Não são necessariamente obras-primas, nem estes posts pretendem ser tops definitivos. A ordem é a cronológica, precisamente para não dar mais ou menos destaque a um determinado filme. São simplesmente os dez primeiros filmes que me vieram à cabeça sobre um determinado tema e quase todos bastante recomendáveis. A proposta de hoje são filmes protagonizados por crianças. Convido-vos também, se quiserem, a partilhar na caixa de comentários outras propostas. Estas são as minhas:
O Garoto de Charlot, de Charlie Chaplin (1921)
Eu Nasci, Mas..., de Yasujiro Ozu (1932)
Zero em Comportamento, de Jean Vigo (1933)
Aniki Bóbó, de Manoel de Oliveira (1942)
Os Quatrocentos Golpes, de François Truffaut (1959)
E.T. - O Extra-Terrestre, de Steven Spielberg (1982)
Os Goonies, de Richard Donner (1985)
Onde é a Casa do Amigo?, de Abbas Kiarostami (1987)
Mel, de Semi Kaplanoglu (2010)
Nana, de Valérie Massadian (2011)
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